O Ágar Bile-Esculina-Azida é utilizado para o isolamento seletivo e a diferenciação de estreptococos do grupo D em ambiente laboratorial. O Ágar Bile-Esculina-Azida não se destina ao uso no diagnóstico de doenças ou outras condições em humanos.
O Ágar Bile-Esculina-Azida é uma modificação do meio descrito por Isenberg e por Isenberg, Goldberg e Sampson. Esta formulação modifica o Ágar Bile-Esculina pela adição de azida de sódio e pela redução da concentração de bile. O meio modificado é mais seletivo, porém ainda permite o crescimento rápido e a recuperação eficiente de estreptococos do grupo D.
Estudos de taxonomia molecular do gênero *Streptococcus* classificaram os enterococos — anteriormente descritos como estreptococos do grupo D — no gênero *Enterococcus*. A capacidade de hidrolisar a esculina na presença de bile é uma característica dos enterococos e dos estreptococos do grupo D. Swan comparou o uso de um meio com esculina contendo 40% de sais biliares com o método sorológico de classificação de Lancefield e relatou que uma reação positiva no meio bile-esculina correlacionava-se com uma reação de precipitação sorológica do grupo D. Facklam e Moody constataram que o teste de bile-esculina fornecia um meio confiável para identificar estreptococos do grupo D e diferenciá-los de estreptococos que não pertencem a esse grupo.
O Ágar Bile-Esculina-Azida selecionou *S. bovis*, apresentou reações características mais precoces e eliminou a necessidade de temperaturas de incubação especiais.