O Ágar Bacteriológico Nº 1 é um agente solidificante utilizado no preparo de meios de cultura microbiológicos em ambiente laboratorial. O Ágar Bacteriológico Nº 1 não se destina ao uso no diagnóstico de doenças ou outras condições em humanos. O Ágar Bacteriológico Nº 1 está em conformidade com os testes especificados nas farmacopeias USP e EP.
O ágar é um ficocoloide extraído de um grupo de algas vermelho-púrpura, geralmente do gênero *Gelidium*. O uso do ágar para fins microbiológicos foi sugerido pela primeira vez em 1881 por Fannie Hesse. No início do século XX, o ágar tornou-se o agente gelificante de preferência em relação à gelatina, pois permanece firme nas temperaturas de crescimento de muitos patógenos e é, em geral, resistente à degradação por enzimas bacterianas. A utilização do ágar em meios microbiológicos contribuiu significativamente para o avanço da microbiologia, abrindo caminho para o estudo de culturas puras.
O ágar apresenta-se como gel à temperatura ambiente, mantendo-se firme em temperaturas de até 65°C. Ele funde-se a aproximadamente 85–91°C, uma temperatura diferente daquela em que ocorre a solidificação (34–36°C). Essa propriedade é conhecida como histerese. O ágar é geralmente resistente a forças de cisalhamento; no entanto, diferentes tipos de ágar podem apresentar variações na força do gel ou no grau de rigidez.
As especificações para o Ágar Bacteriológico Nº 1 incluem boa transparência, temperatura de gelificação controlada, temperatura de fusão controlada, boas características de difusão, ausência de inibidores bacterianos tóxicos e relativa ausência de minerais e compostos metabolicamente utilizáveis. O Ágar Bacteriológico Nº 1 é recomendado para aplicações clínicas, estudos de auxotrofia, estudos de transformação de bactérias e leveduras, e aplicações em genética molecular bacteriana.